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Rosana

Olá! Meu nome é Rosana, moro em Caruaru - PE. Acabei de ler o seu livro e fiquei imprecionada pela sua história de vida e por muitas verdades que você traz. Fiquei muito inspirada por que há muito tempo eu vinha carregando esse vasio interior mas não sabia como tirá-lo de mim.

Tudo o que você escreveu sobre realização é exatamente aquilo que eu sempre pensei, mas nunca imaginei realizar por que como você mesmo diz, todo mundo acha que você está louco e que os sonhos não podem se realizar, são só sonhos. Estou decidida a realizar, só que tem algumas coisas que eu ainda tenho dúvida, não sei como enfrentar.

Tenho 18 anos, moro com os meus pais e não trabalho. Minha família sempre foi do tipo "muito realista", sempre diz que o trabalho dignifica, e coisas do gênero. Meu pai, nem se fala, diz que os sonhos são bobagem. Para ele todo mundo é capaz, menos os seus filhos. Sempre que eu digo que quero seguir alguma coisa ele vem logo dizendo que aquilo não dá dinheiro, e como a minha cidade é baseada no comércio e nos fabricos, ele diz que tenho que arrumar um trabalho como costureira.

Achei maravilhoso quando você disse que foi morar sozinho, num lugar onde você não vivia enlouquecido com as contas a pagar. Confesso que fiquei com inveja por que não agüento mais as brigas e discussões que acontecem aqui em casa por que meu pai vive preocupado com as contas. Ele só fala em dívidas, dívidas, dívidas... Sempre sonhei em ter minha casa, morar sozinha, ter paz, não viver preocupada com contas. Quero ter um companheiro um dia, mas primeiro eu queria viver só pra desfrutar da minha companhia, me conhecer melhor. Mas sinceramente não sei o que faço, sou totalmente dependente dos meus pais, não tenho condições de comprar um lugar pra morar, nem tenho liberdade pra dizer que vou "realizar" por que a pressão está grande pra que eu consiga um trabalho por que as contas estão aumentando. Gostaria que você me ajudasse, me desse uma luz do que eu devo fazer.

Desde já agradeço por ler este email e por ter escrito um livro tão maravilhoso, que me fez refletir sobre muita coisa.


Eduardo Cesar de Oliveira (eco1971@ig.com.br)

Primeiro agradeço o belo presente que você me deu no dia em que foi ao Centro Empresarial de São Paulo no Posto de gasolina (27/02/08).

Demorei algum tempo para ler porque o tempo para leitura e curto, (um erro).

O que tem em seu livro é de muita ajuda, pois, no livro O Poder Mágico da Mente trata do quase do mesmo assunto, e realmente ajuda bastante.

Com a técnica de concentração eu consegui melhorar muito minha vida, principalmente a noite para dormir. Antes eu demorava para pegar no sono e após a técnica ficou bem mais fácil.

Quanto ao assunto Planeta (Nave) muitas pessoa sabem o que não podem fazer. Mas infelizmente não se preocupam em fazer cada um a sua parte.

Tenho 37 anos e tenho vontade de morar no interior, onde já moram meus pais, só que infelizmente vou adiando a ida para quando me aposentar, não sei se estou fazendo a coisa certa.

Precisamos de mais pessoas como você, continue esse trabalho maravilhoso, de um em um atingirá bastante pessoas.

Muito obrigado pela oportunidade de crescimento.

Um abraço.


Izabella Maria da Silva Rosa

Srº Mino de Oliveira,    
antes de começar me desculpe pela intimidade, mas prefiro (se me permite é claro) trocar o "Srº Mino" por "Caro Mino". Sendo assim:

Caro Mino, venho por meio deste e-mail tentar algum contato com você, sei que posso não ter resposta mas resolvi ousar escrever. Acontece que acabei de ler seu livro “Realizo, logo sou”, e fiquei logo naquela ânsia de exprimir, de lhe contar tudo o que se passou comigo e dentro de mim (um verdadeiro furacão) no decorrer da leitura. Como acabei de ler e li apenas uma vez ainda, além de não saber exatamente como botar tudo pra fora eu fiquei com (como você diz) o “racional lotado” questionando uma infinidade de coisas, valores, convivências, etc.

Então se futuramente você por acaso se interessar em saber (pode ser por curiosidade) o que pensei, e quais conclusões tirei, eu terei um imenso prazer de tentar, eu disse tentar, lhe deixar a par de tudo.

O que realmente quero com esta mensagem é te contar como aconteceu, como foi o desenrolar até aqui, vamos nessa?

Seu livro chegou em minhas mãos através de meu grande amigo Paulinho. Já havíamos conversado algumas vezes sobre nossos sonhos, nossas vidas, de como levamos tudo, até mesmo sozinha sempre me pegava aflita ao me deparar com certa situação que julgava absurda, enquanto os outros achavam (ainda acham) muito normal.

E foi numa festa, desses típicas de interior com shows na praça, que começamos uma discursão entre copos de cervejas, um frio e sob um pé d’água, até ficarmos mais “alegres e sensíveis”. Em meio a risos e lamentações (convenhamos que conversa entre amigos vai da comédia ao drama num piscar de olhos) comentei com ele sobre um bate-papo que havia tido com minha mãe pouco tempo atrás (se quiser também posso lhe relatar esse bate-papo), que se resumia na frase –Minha vida é uma merda!

Meu amigo ficou indignado, não acreditando que eu pudesse ter afirmado ou aceitado esse absurdo. Não sei explicar o que ocorreu, mas não encontrava argumentos para tentar provar e me convencer do contrário. Por mais que no fundo eu soubesse que não era bem assim a realidade, eu teimava em querer aceitar essa afirmação como verdade. Acredito hoje que agia assim por ser mais fácil ou cômodo, sei lá.

Paulinho continuava consternado, sempre repetindo que nada do que eu disse era compatível com a realidade. Sua intenção de abrir-me os olhos era tanta que no dia seguinte pela manhã (olha que saímos da festinha lá pelas 5:00 da manhã), sabendo que eu trabalharia, ele enviou-me um e-mail (a mensagem mais linda que já recebi) e morri de vergonha ao finalizar a leitura. Senti vergonha, mas maior foi a minha felicidade de tê-lo como amigo.

A vergonha que senti, era aquela sensação de “PQP, eu não precisava fazer tanto drama”, ainda mais que sabemos qual é a verdade, pelo menos a nossa verdade, aquela que carregamos dentro de cada um de nós. E muitas vezes elas divergem das verdades “mundanas” então somos ludibriados, iludidos, achamos que a verdade verdadeira é aquela que vemos na TV, ou que ouvimos em histórias de gente famosa, ou é aquela que pai e mãe dizem criam e você tem de seguir a risca. E por mais todos estipulem uma verdade para nós, sempre sentimos no nosso âmago o que (quem) realmente somos porém, não damos ouvido ao que vem de dentro, o barulho do lado de fora é tão alto que abafa o nosso som –ouvimos mas não escutamos.

Li o e-mail pela manhã mesmo, chorei (pra variar) e na parte da tarde meu amigo se encarregou de trazer esse livro, mesmo que ainda não o tenha lido disse que poderia me ajudar. Colocou uma dedicatória, que é marca registrada dele, escolheu uma passagem linda de Chico de Alencar e no final uma observão para que lhe emprestasse depois. (risos)

Bem, não prolongando mais, confesso que gosto de escrever (imagine falar), mas não pense que sou uma chata maluca e carente. Só me sinto, basicamente, assim, uma mulher de 20 anos (olha que nem me considero “mulher” ainda), mas como se estivesse com uns 40, sentadinha numa janela (ou na lua) apenas assistindo de camarote a vida passar, vibrando com shows (realizações) alheias, em alguns momentos sinto que necessito realizar meu próprio espetáculo, é como se minha alma pedisse, implorasse já não agüentando mais essa inércia. Ela manifesta-se de tal forma que minha vontade é de pular dessa janela que me encontro, sem querer saber qual a altura, mas como sendo (me sentindo) de outro planeta, não fico à vontade, não é o meu habitat natural, não me enquadro nos padrões fico totalmente deslocada.

Mino, muito obrigada pela atenção, desculpe pelos erros de português (são muitos eu sei), tenho consciência excedi meu limite, ultrapassei o seu. Só posso te dizer que o único culpado aqui é você mesmo (risos). Ninguém mandou encorajar as pessoas. Apesar de tudo não foi tão ruim, pelo menos pra mim, pois me senti muito bem lhe escrevendo e mesmo que tenha resposta já valeu. É como se você, meu caro Mino, fosse um amigo de longa data. E por falar nisso, meu amigo Paulinho tem 30 anos, estuda história, visa a carreira de escritor (escreve e fala muitíssimo bem), o modo de escrever até lembra um pouco o seu, com passagens cômicas quebrando um pouco a seriedade quando esta se torna excessiva no texto. Ele está sempre engajado em projetos sociais, está tentando alcançar a sua realização, acredito eu.

Vou passar o e-mail dele se por qualquer motivo você quiser lhe falar, ta aí: paulinho_cardoso@ig.com.br

Até mais!

Grande beijo e abraço de sua mais nova admiradora e “colega” (tô me achando né?)